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Agosto é tempo de escutar a nossa Orquestra interpretando obras de Francisco Braga, Prokofieff, Dvorák, Tchaikovsky, Glazunov, Beethoven, Haydn e Bruckner. Faça o download do programa completo deste mês e leia sobre as obras e os solistas que se apresentam com a Filarmônica nos dias 6, 15 e 27 de agosto dentro das séries Allegro e Vivace: http://filarmonica.art.br//index.php/blog/programas

Agosto é tempo de escutar a nossa Orquestra interpretando obras de Francisco Braga, Prokofieff, Dvorák, Tchaikovsky, Glazunov, Beethoven, Haydn e Bruckner. Faça o download do programa completo deste mês e leia sobre as obras e os solistas que se apresentam com a Filarmônica nos dias 6, 15 e 27 de agosto dentro das séries Allegro e Vivace: http://filarmonica.art.br//index.php/blog/programas

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No dia 21 de julho, a noite de domingo em Ouro Preto caiu ao som da Filarmônica de Minas Gerais. Neste vídeo, mostramos um pouco do concerto na Praça Tiradentes, um dos cenários mais simbólicos da cidade histórica mineira.

Produção Audiovisual: Alicate

26 de julho de 2013

Giuseppe VERDI | Messa da Requiem

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob regência do maestro Fabio Mechetti, com os solistas Mariana Ortiz (soprano), Elise Quagliata (mezzo-soprano), Fernando Portari (tenor) e Denis Sedov (baixo) e os corais líricos do Theatro Municipal de São Paulo e de Minas Gerais.

Confira mais fotos do concerto em nossa página do Facebook.

Fotos: Alexandre Rezende

Para celebrar os 200 anos de Giuseppe Verdi, nossa Orquestra interpreta hoje e amanhã a célebre “Messa da Requiem”. Os versos em latim pertencem à tradição católica – trata-se de uma missa de morte, algo como uma prece evocada em funerais. Pode parecer um tanto antagônico celebrar o legado desse gênio do teatro lírico com uma obra cuja tônica passa pela morte, mas seu Réquiem nos transporta menos para o fim da vida e mais para a eternidade. É um gesto de libertação. A propósito, Verdi atingiu mais sucesso em seu tempo com a Messa do que com qualquer outra das 28 óperas que nos deixou. Lux aeterna luceat eis, Domine (…)”. A luz eterna definitivamente o iluminou. Leia em nosso site a nota de programa sobre o Réquiem. (Foto: Mariana Garcia)

Para celebrar os 200 anos de Giuseppe Verdi, nossa Orquestra interpreta hoje e amanhã a célebre “Messa da Requiem”. Os versos em latim pertencem à tradição católica – trata-se de uma missa de morte, algo como uma prece evocada em funerais. Pode parecer um tanto antagônico celebrar o legado desse gênio do teatro lírico com uma obra cuja tônica passa pela morte, mas seu Réquiem nos transporta menos para o fim da vida e mais para a eternidade. É um gesto de libertação. A propósito, Verdi atingiu mais sucesso em seu tempo com a Messa do que com qualquer outra das 28 óperas que nos deixou. Lux aeterna luceat eis, Domine (…)”. A luz eterna definitivamente o iluminou. Leia em nosso site a nota de programa sobre o Réquiem. (Foto: Mariana Garcia)

Se o mundo fosse dividido entre wagnerianos e não-wagnerianos, o nosso concerto de ontem definitivamente seria dedicado aos primeiros. Foram cerca de 80 minutos do bicentenário Richard Wagner. Abrimos o concerto com o Prelúdio do primeiro ato de Lohengrin, que certa vez foi definido pelo escritor alemão Thomas Mann como o epítome do período romântico. Ainda pegando emprestado de Mann, “não é uma surpresa que o romantismo não tenha atingido seu pico na escrita ou na poesia, mas sim na música, no som. (…) Musicalmente falando, o Prelúdio (que é uma peça em si mesma) atinge um ápice que Richard Strauss disse nunca antes ter sido alcançado e que provavelmente seria impossível de alcançar.” Talvez possamos dizer o mesmo sobre todo o legado de Wagner, que ainda foi homenageado com a execução do excerto “A entrada dos deuses em Valhalla” da ópera “O Ouro do Reno” e, em um dos momentos mais aguardados da nossa Temporada, do primeiro ato da jornada “A Valquíria”.

Fotos: Rafael Motta


Tu és a Primavera por que eu suspirava no gelado tempo do Inverno. O meu coração saudou-te com sagrado receio quando o teu olhar floresceu para mim pela primeira vez. Desde sempre eu via tudo estranho, o próximo era-me inimigo; estranho era tudo o que se me acercava. Mas a ti reconheci-te logo, mal te vi soube que eras meu; o que escondia no peito, o que sou, claro como o dia emergiu de mim: qual sonora vibração chegou aos meus ouvidos quando em deserto e gelado país estrangeiro vi pela primeira vez o amigo.

Os versos são entoados por Sieglinde no primeiro ato da ópera A Valquíria, que no grande concerto de hoje será interpretada pela nossa diva Eliane Coelho. A ela e à nossa Orquestra, unem-se o tenor Eduardo Villa como Siegmund e o baixo Denis Sedov como Hunding. Afinal, celebrar o bicentenário de Wagner é celebrar o canto! Faça o download do programa completo e leia mais sobre o legado desse gigante do teatro lírico: http://filarmonica.art.br//index.php/temporada/interna/2013/301 (Foto: Mariana Garcia)

Tu és a Primavera por que eu suspirava no gelado tempo do Inverno. O meu coração saudou-te com sagrado receio quando o teu olhar floresceu para mim pela primeira vez. Desde sempre eu via tudo estranho, o próximo era-me inimigo; estranho era tudo o que se me acercava. Mas a ti reconheci-te logo, mal te vi soube que eras meu; o que escondia no peito, o que sou, claro como o dia emergiu de mim: qual sonora vibração chegou aos meus ouvidos quando em deserto e gelado país estrangeiro vi pela primeira vez o amigo.

Os versos são entoados por Sieglinde no primeiro ato da ópera A Valquíria, que no grande concerto de hoje será interpretada pela nossa diva Eliane Coelho. A ela e à nossa Orquestra, unem-se o tenor Eduardo Villa como Siegmund e o baixo Denis Sedov como Hunding. Afinal, celebrar o bicentenário de Wagner é celebrar o canto! Faça o download do programa completo e leia mais sobre o legado desse gigante do teatro lírico: http://filarmonica.art.br//index.php/temporada/interna/2013/301 (Foto: Mariana Garcia)

Richard Wagner pensava a ópera holisticamente: drama, texto, música e todos os elementos artísticos complementares conjurados como uno. A esse ideal estético, deu o nome de Gesamtkunstwerk, a “obra de arte total”. O ápice desse projeto desmedidamente ambicioso, a tetralogia O Anel do Nibelungo, assumiu proporções mitológicas pelos quatro cantos do mundo – seja pela perfeição indissociável da relação forma e conteúdo, seja pelas cerca de 15 homéricas horas de execução. Os mais puristas diriam que isolar trechos para serem executados em concerto seria uma tentativa insensata. No entanto, é fato que alguns excertos da saga formada pelo prólogo O Ouro do Reno e pelas jornadas A Valquíria, Siegfried e o Crepúsculo dos deuses já ganharam as salas de concerto há muito tempo. É exatamente do prólogo do Ciclo do Anel que vem a terceira obra que interpretamos hoje. A entrada dos deuses em Valhalla é o fim do começo, por assim dizer. O trecho está nas cenas finais, quando os deuses, liderados por Wotan, chegam à sua nova morada, a Valhalla do nome, acreditando em uma promessa de um futuro melhor. Faça o download do programa deste mês e leia o texto completo sobre Wagner:http://www.filarmonica.art.br//index.php/temporada/interna/2013/301  Para prestar atenção: são nove minutos que denotam bem a grandiosidade do legado de Wagner.

Richard Wagner pensava a ópera holisticamente: drama, texto, música e todos os elementos artísticos complementares conjurados como uno. A esse ideal estético, deu o nome de Gesamtkunstwerk, a “obra de arte total”. O ápice desse projeto desmedidamente ambicioso, a tetralogia O Anel do Nibelungo, assumiu proporções mitológicas pelos quatro cantos do mundo – seja pela perfeição indissociável da relação forma e conteúdo, seja pelas cerca de 15 homéricas horas de execução. Os mais puristas diriam que isolar trechos para serem executados em concerto seria uma tentativa insensata. No entanto, é fato que alguns excertos da saga formada pelo prólogo O Ouro do Reno e pelas jornadas A Valquíria, Siegfried e o Crepúsculo dos deuses já ganharam as salas de concerto há muito tempo. É exatamente do prólogo do Ciclo do Anel que vem a terceira obra que interpretamos hoje. A entrada dos deuses em Valhalla é o fim do começo, por assim dizer. O trecho está nas cenas finais, quando os deuses, liderados por Wotan, chegam à sua nova morada, a Valhalla do nome, acreditando em uma promessa de um futuro melhor. Faça o download do programa deste mês e leia o texto completo sobre Wagner:
http://www.filarmonica.art.br//index.php/temporada/interna/2013/301
Para prestar atenção: são nove minutos que denotam bem a grandiosidade do legado de Wagner.

No dia 22 de maio de 1813, em Leipzig, nascia Richard Wagner. Um idealista que se quer primeiro poeta, o compositor alemão mudou o rumo da ópera no século XIX. Seu programa de reforma artística acelerou transformações profundas na criação musical, influenciou o desenvolvimento da orquestra e de uma nova geração de cantores, além de vários aspectos da prática teatral.
 Ainda em 1813, por volta do dia 10 de outubro, nascia Giuseppe Verdi em Rancole, vila da província de Parma. Em Verdi, o povo italiano encontrou uma voz que entoava suas aspirações estéticas, políticas e morais. O nome do compositor se tornou sinônimo de arte popular no mais nobre sentido do termo. 200 anos depois, celebramos os bicentenários desses dois gigantes da música. Nossa Orquestra executará 204 minutos de Verdi e 124 de Wagner, divididos em sete concertos ao longo do mês de julho. Wagner ganha seu ápice no dia 16 de julho, em concerto que traz o primeiro ato da ópera A Valquíria. A obra de Verdi tem seu clímax nos dias 25 e 26, quando interpretamos a Messa da Requiem. Confira os detalhes em http://filarmonica.art.br/.

No dia 22 de maio de 1813, em Leipzig, nascia Richard Wagner. Um idealista que se quer primeiro poeta, o compositor alemão mudou o rumo da ópera no século XIX. Seu programa de reforma artística acelerou transformações profundas na criação musical, influenciou o desenvolvimento da orquestra e de uma nova geração de cantores, além de vários aspectos da prática teatral.


Ainda em 1813, por volta do dia 10 de outubro, nascia Giuseppe Verdi em Rancole, vila da província de Parma. Em Verdi, o povo italiano encontrou uma voz que entoava suas aspirações estéticas, políticas e morais. O nome do compositor se tornou sinônimo de arte popular no mais nobre sentido do termo.

200 anos depois, celebramos os bicentenários desses dois gigantes da música. Nossa Orquestra executará 204 minutos de Verdi e 124 de Wagner, divididos em sete concertos ao longo do mês de julho. Wagner ganha seu ápice no dia 16 de julho, em concerto que traz o primeiro ato da ópera A Valquíria. A obra de Verdi tem seu clímax nos dias 25 e 26, quando interpretamos a Messa da Requiem. Confira os detalhes em http://filarmonica.art.br/.

Os bons acontecimentos de 2011 reverberam até hoje em nossa Orquestra - basta lembrar que foi em agosto daquele ano que anunciamos a construção da nossa tão esperada sala de concertos. Agora, 2011 ressurge em forma de um álbum para que nosso público tenha um pouco de Filarmônica também no cotidiano. É com muita alegria que compartilhamos com vocês a gravação da Sinfonia nº 9 em Dó maior, “a Grande”, de Schubert, obra que executamos no concerto do dia 5 de julho e que, dois anos depois, se materializou em nossa primeira gravação comercial. Saiba onde encontrar o CD aqui: http://filarmonica.art.br//index.php/sala_imprensa/interna/124

Os bons acontecimentos de 2011 reverberam até hoje em nossa Orquestra - basta lembrar que foi em agosto daquele ano que anunciamos a construção da nossa tão esperada sala de concertos. Agora, 2011 ressurge em forma de um álbum para que nosso público tenha um pouco de Filarmônica também no cotidiano. É com muita alegria que compartilhamos com vocês a gravação da Sinfonia nº 9 em Dó maior, “a Grande”, de Schubert, obra que executamos no concerto do dia 5 de julho e que, dois anos depois, se materializou em nossa primeira gravação comercial. Saiba onde encontrar o CD aqui: http://filarmonica.art.br//index.php/sala_imprensa/interna/124

Richard Wagner (1813 – 1883) tinha apenas 26 anos quando começou a compor a ópera O Navio Fantasma (ou O Holandês Voador, na tradução literal do título dado pelo compositor). A história do holandês maldito e sua mítica embarcação fantasma que povoa os mares sem poder aportar veio à cabeça de Wagner depois dele mesmo ter tido uma experiência náutica. Viajou como clandestino entre Riga, na Letônia, e Londres - na época, ele e sua esposa Minna fugiam de um atoleiro de dívidas. Estreada em Dresden no dia 2 de janeiro de 1843, esta ópera de três atos amargou o fracasso. Em 1860, o compositor revisou a Abertura para ser executada em um concerto em Paris, e de lá o excerto finalmente conheceu a fama. O trecho, que nos transporta para uma tempestuosa e assustadora noite em alto-mar, é a terceira obra que interpretamos amanhã. Faça o download do programa deste mês e leia o texto completo sobre a Abertura aqui: http://filarmonica.art.br//index.php/temporada/interna/2013/300
Para prestar atenção: um dos dois motivos principais trazidos por Wagner na Abertura ficam a cargo de quatro trompas (foto) e dois fagotes, que logo depois são desenvolvidos pela orquestra.

Richard Wagner (1813 – 1883) tinha apenas 26 anos quando começou a compor a ópera O Navio Fantasma (ou O Holandês Voador, na tradução literal do título dado pelo compositor). A história do holandês maldito e sua mítica embarcação fantasma que povoa os mares sem poder aportar veio à cabeça de Wagner depois dele mesmo ter tido uma experiência náutica. Viajou como clandestino entre Riga, na Letônia, e Londres - na época, ele e sua esposa Minna fugiam de um atoleiro de dívidas. Estreada em Dresden no dia 2 de janeiro de 1843, esta ópera de três atos amargou o fracasso. Em 1860, o compositor revisou a Abertura para ser executada em um concerto em Paris, e de lá o excerto finalmente conheceu a fama. O trecho, que nos transporta para uma tempestuosa e assustadora noite em alto-mar, é a terceira obra que interpretamos amanhã. Faça o download do programa deste mês e leia o texto completo sobre a Abertura aqui: http://filarmonica.art.br//index.php/temporada/interna/2013/300

Para prestar atenção: um dos dois motivos principais trazidos por Wagner na Abertura ficam a cargo de quatro trompas (foto) e dois fagotes, que logo depois são desenvolvidos pela orquestra.